sábado, 3 de outubro de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Koala Bala vai casar!

A autora de Koala Bala, professora de inglês, casará com um tradutor da mesma língua. Já imaginou o tamanho dessa estante, né? Acompanhe os preparativos do casório em www.juntandoosdicionarios.com.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

R.I.P.

Mais histórias sempre há. A memória remexe daqui, ajeita dali, ri-se do que o amigo lembrou. No entanto, agora a minha memória está sintonizada na freqüência de um ano e meio atrás, quando eu ainda estava trabalhando no curso a que retornei. Os causos melbournianos que sobraram ficarão, portanto, para os íntimos.

Os desconhecidos que visitam o blog em busca de informações sobre a Austrália podem deixar comentário, que é com prazer que respondo com o que eu souber.

Aos demais leitores, também meu muito obrigada por terem acompanhado este blog. Continuo contribuindo no Lexikos, um blog/glossário de expressões nas línguas inglesa e portuguesa. Seria um prazer vê-los por lá.


Um abraço apertado,

Natália, vossa Koala Bala.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

3 Coisas que aprendi na Austrália

1) Use filtro solar.

Não estou falando do discurso de formatura/vídeo homônimo. Morar no país com o maior índice de câncer de pele leva-nos a adotar o filtro solar diário e o chapéu de abas, pelo menos durante o verão de lá. Por não ser comum, o uso de chapéu aqui no Rio seria equivalente à idiomática melancia no pescoço, mas do filtro solar de rápida absorção ninguém fica sabendo.



2) Um outro mundo é possível.


Uso as palavras de ordem do Fórum Social Mundial de propósito. Sempre achei que eles estavam enganados e vi que não. É possível um país capitalista ser decente para mais de uma classe social, e isso repercurte em mais áreas que se possa supor. E o corolário, para mim, seria que não é para aceitar o nosso país do jeito que está.


Sim, nossa história é outra. Sim, nossa posição na economia e política mundial é completamente diferente. É, eu continuo pessimista. Mas dá para tentarmos ter um país menos ruim.



3) Carpe diem, que trabalho não é tudo.


Ô povo para valorizar o lazer! E estão certos eles, errados nós, que nos dedicamos integralmente a subempregos.


(E aqui, para amigos e família, explico por que larguei um emprego na mesma semana em que cheguei. Depois de descontadas as passagens de ônibus e alimentação, eu não receberia um centavo. E eu faço trabalho voluntário naquele mesmo bairro há anos, mas não para quem vive numa novela de Manoel Carlos. Tivesse eu ouvido essa oferta indecorosa um ano atrás, teria ficado presa na ética comezinha de ter aceito, sobretudo por ter sido uma colega que me indicou. E eu trabalharia de graça, mesmo sabendo que o que aceitei tinha sido outra proposta, que minha desistência não os prejudicaria tanto assim e que eu não preciso desse emprego porque tenho outro. Assim, passaria um semestre inteiro gastando 3h30 de viagem para trabalhar uma hora não remunerada. Em suma, otária. Mas não desta vez. Ouvi a voz de meu amigo chileno, engenheiro doutor em estatística, que dizia que trabalhar assim seria o mesmo que "usar meu diploma como paninho para limpar privadas"... e soube dizer não.)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

72 horas de Rio de Janeiro

As coisas andam velozes no Atlântico. 72 horas de Cidade Maravilhosa, e eu já...

  • me maravilhei com a orla, o Cristo e o Corcovado

&

  • não vi nada em meio à poluição do ar de Copacabana

  • fui recebida com muito carinho por família e amigos

&

  • fui assaltada a faca (por sinal, fiquei sem o celular. Liguem para meu fixo.)

  • recebi ajuda de estranhos prestativos

&

  • corri atrás de ônibus que resolve parar na pista do meio (ainda em transportes: em Guarulhos, fiquei 2h na fila do check-in da Gol para um vôo de 45 min)

  • tomei guaraná Antartica, comi pão de queijo e muito feijão

&

  • me assustei com o preço do Cheddar McMelt (R$10,25 só o sanduíche no aeroporto de Guarulhos!!!)

  • fui contratada em dois empregos, mais um terceiro voluntário

&

  • me demiti de um deles

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Deixo a história da demissão para amanhã. Do assalto, não quero falar, não tem o que falar. Mostrou a faca, foram-se os pertences. Não fiquei nervosa nem na hora e nem depois.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora

© Pete Leonard/zefa/Corbis


Sabe que só agora está caindo a ficha de que estou partindo? Quer dizer, nem caiu tanto assim, ou eu não estaria postando em vez de estar andando pela cidade.




E deve ser despedida mesmo, porque só esta semana comi carne de canguru duas vezes. Uma das vezes, quem fez foi uma amiga de mão abençoada na cozinha. Noutra, foi um restaurante aborígene, onde também comi wallaby (o primo geralmente baixo do canguru), crocodilo e lula frita.




Ainda há coisas a resolver, sempre há, mas está quase tudo pronto. Parto no sábado à noite no horário de Melbourne, ou seja, no raiar do sol de sábado em Brasília. Chego quase segunda-feira no Rio de Janeiro (já tarde de segunda em Melbourne).




Calma, que, quando eu voltar, ainda tem coisa para contar. Não enterrem o Koala antes de ele partir desta para a melhor.




(Aliás, sobre o estado moribundo do blog, disse uma amiga, "agora é koalabaleado".)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Pequenos Prazeres Gratuitos

© Anna Peisl/zefa/Corbis

Uma lista de coisinhas aqui e ali que me fazem sorrir... Com quantas vocês se identificam?




  • ao ouvir mp3 na rua, camuflar uma dancinha no requebrado de descer a ladeira ou no sacudir do coletivo

  • encontrar uma música que é perfeita para mim ou para um amigo ("Certas canções que ouço/ Cabem tão dentro de mim,/ Que perguntar carece/ Como não fui eu que fiz")

  • entrar em lojas de coisas mimosas e deixar os olhos se banquetearem

  • ignorar o despertador em dia frio

  • fazer caretas e mandar beijinhos para crianças no carrinho, de preferência sem os pais perceberem (e ver o pequeno se abrir de rir e tentar imitar as palhaçadas)

  • encontrar uma flor desabrochada em pleno inverno

  • terminar um sudoku ou palavras-cruzadas

  • descobrir e ler um livro maravilhoso que não está na moda

  • dar-se conta de como dizer em outra língua algo que falo muito na minha (ou vice-versa)

  • ver um casal na rua manifestar afeto e pensar em alguém especial

  • receber um e-mail ou telefonema carinhoso numa data qualquer ("Nenhum motivo/ Nem razão/ Quando a saudade vem,/ Não tem explicação")

  • esbarrar com uma pessoa conhecida e querida na rua, esp. quando perdemos o contato

  • entrar numa loja ou café estrangeiro e achar/ouvir algo brasileiro -- normalmente, a trilha sonora*

  • contemplar a lua cheia enorme num céu límpido

  • gargalhar de uma piada espontânea feita por um amigo

  • ver alguém danar de rir só porque estou rindo
  • embananar-se toda ao fazer algo, perceber que ninguém viu e dar de rir de mim mesma

  • ouvir meu pai dizer o quanto ele ama sua mãe depois de 35 anos juntos
  • sentir no ar o cheiro da minha falecida bisa ou avô

  • pensar numa lista de coisas que me fazem feliz

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*Isso me lembra de uma dessas histórias koalísticas que nunca contei. Numa noite chuvosa, estava andando por aqui em Melbourne acompanhada por um amigo quando passamos por um músico de rua que tocava jazz num saxofone. Joguei moedinhas em seu chapéu, sorri e segui em frente. Ele me agradeceu e começou a tocar "Garota de Ipanema". Provavelmente, ele havia nos reconhecido como brasileiros. Adorei caminhar na Austrália ao som de uma música nossa, ainda mais por ter sido tocada uma canção cuja letra diz "olha que coisa mais linda ... que vem e que passa" bem na hora em que eu vinha e passava.

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Essa lista tem se provado deliciosamente interminável. Queridos leitores, que tal compartilhar também os seus pequenos deleites?